O Estádio Azteca, na Cidade do México, atingirá um marco histórico ao sediar a partida de abertura desta edição da Copa do Mundo: será o jogo número 20 do estádio em torneios mundiais e, ao fim do torneio — após receber cinco partidas — terá acumulado 24 partidas disputadas em Copas, número que o coloca à frente de qualquer outra arena no ranking histórico.
Inaugurado em 29 de maio de 1966, o Azteca consolidou um lugar próprio na memória do futebol. Ali o Brasil conquistou o tricampeonato em 1970, ali aconteceu a semifinal chamada 'Jogo do Século' entre Itália e Alemanha Ocidental, e ali Maradona decretou sua marca controversa em 1986. A arena combina valor simbólico com protagonismo em confrontos decisivos.
O templo mexicano passou por obras extensas: foram 671 dias fechado para modernização e um investimento de US$225 milhões (acima de R$1,1 bilhão). Na edição atual, o Azteca receberá três jogos da fase de grupos — dois envolvendo a seleção mexicana, incluindo a abertura contra a África do Sul —, além de uma partida das 32 avos e uma das oitavas de final.
Além do registro estatístico, o retorno do Azteca ao centro do calendário da Copa ressalta o dilema comum a arenas históricas: preservar a herança esportiva enquanto se atualiza infraestrutura, com custos elevados e expectativa de retorno político e econômico para a cidade-sede. No panorama dos estádios mundiais, o Azteca reafirma sua centralidade na narrativa das Copas.