A ruptura do músculo posterior da coxa direita sofrida por Estêvão, a menos de dois meses da estreia do Brasil na Copa do Mundo, virou um problema concreto para Carlo Ancelotti. O treinador já vinha sem Rodrygo por lesão; perder mais um jogador com as características de Estêvão reduziria opções ofensivas e forçaria ajustes táticos imediatos.

Sob Ancelotti, o jovem do Chelsea se afirmou como principal referência ofensiva: foram sete jogos e cinco gols no período. A partir do episódio no duelo com o Manchester United, o atacante optou por tratamento conservador na tentativa de retornar a tempo. A convocação sai em 18 de maio e a estreia do Brasil está marcada para 13 de junho, limite curto para avaliações médicas e decisões finais.

Taticamente, a ausência altera a liberdade de movimentação no lado direito: com Estêvão em campo, Raphinha poderia atuar centralizado ou na esquerda; sem ele, há tendência de fixar Raphinha pela direita. Alternativas imediatas são Luiz Henrique, que vem aproveitando as oportunidades, e Rayan, que atua pelo mesmo lado. Além disso, Endrick e Igor Thiago crescem na disputa apesar de atuarem mais centralizados — a concorrência no ataque é intensa.

O desfalque também acende debate sobre composição da lista: a comissão técnica avalia reduzir atacantes e aumentar meias, o que beneficiaria jogadores como Lucas Paquetá. Para Ancelotti, a decisão é dupla: escolher quem melhor substitui Estêvão e definir a estratégia do time sem comprometer mobilidade e profundidade. O prazo curto impõe pressão e transforma as próximas semanas em um teste de opções e prioridades para a Seleção.