Novos exames realizados em Londres indicaram que Estêvão sofreu uma ruptura quase total do músculo posterior da coxa direita, o que coloca em risco sua participação na Copa do Mundo. O atacante do Chelsea voltou a sentir dores após o primeiro diagnóstico, que inicialmente havia dado sinais menos graves, o que motivou um segundo teste e a constatação mais séria do problema.
O Chelsea chegou a sugerir cirurgia imediata, o que, pelas estimativas médicas, tornaria inviável a recuperação dentro do calendário para o Mundial — a estreia do Brasil é dia 13 de junho, contra o Marrocos. A opção cirúrgica reduziria significativamente as chances de inclusão do jogador na lista final, que será anunciada em 18 de maio.
Como alternativa, Estêvão tenta negociar com o clube a liberação para viajar ao Brasil e submeter-se a um tratamento conservador. A CBF mantém contato constante com o Chelsea para acompanhar o caso. A estratégia é arriscada e de eficácia incerta: recuperar de uma ruptura quase total sem operar em prazo tão curto é improvável, mas seria a única via para manter alguma esperança de convocação.
O atacante completa 19 anos em dias e vinha sendo uma das peças ofensivas promissoras da seleção, com 11 jogos e cinco gols. Se não puder ser aproveitado, a seleção terá de acelerar alternativas na lista e o episódio cria mais um ponto de tensão entre calendário de clubes e seleção, com pressão sobre decisões médicas e políticas de liberação.