Estêvão viajou ao Brasil no último fim de semana para dar sequência ao tratamento da grave lesão na coxa direita. O meia-atacante, revelado pelo Palmeiras, tem sido acompanhado pelo clube, pelo Chelsea e pela sua equipe particular de saúde e performance, a Volt Sports Science. O diagnóstico foi de ruptura quase total do músculo posterior da coxa, e a opção do jogador e de seu estafe foi por um tratamento conservador, embora o Chelsea tenha sugerido inicialmente cirurgia.
A seleção brasileira monitora a evolução do jogador, mas não participa das decisões médicas. Na CBF o entendimento é claro: dificilmente Estêvão conseguirá recuperar-se a tempo do Mundial. A estreia do Brasil está marcada para 13 de junho, contra o Marrocos, enquanto Carlo Ancelotti convocará a equipe em 18 de maio, com apresentação prevista para 27 na Granja Comary. Com 19 anos, o jovem vinha sendo um dos destaques do time, sendo o artilheiro da era Ancelotti com cinco gols.
Do ponto de vista prático, a escolha por tratamento conservador mantém uma chance remota de recuperação e, ao mesmo tempo, instala um cenário de incerteza para a comissão técnica. A alternativa cirúrgica, conforme avaliou parte da equipe médica, teria eliminado qualquer possibilidade de participação no torneio — por outro lado, o caminho não-operatório exige acompanhamento rigoroso e reduz as certezas sobre disponibilidade física para a lista final.
Para o jogador, é agora uma corrida contra o relógio. Para a seleção, a situação obriga Ancelotti e sua equipe a monitorar de perto a evolução e preparar opções caso a recuperação não ocorra. A definição será determinada pelo tempo e pela resposta ao tratamento: a convocação se aproxima e a escolha entre esperança e prudência seguirá sendo o dilema central.