A derrota por 3 a 1 para o Rosario Central na final da Supercopa trouxe mais do que o título perdido: três jogadores do Estudiantes saíram do jogo com lesões e viraram nova preocupação a 18 dias do primeiro jogo da semifinal da Libertadores contra o Flamengo. A sequência de baixas complica o planejamento do técnico Cacique Medina e força a diretoria a acelerar alternativas.
O caso mais grave é o do volante Gabriel Neves, que deixou o campo com dores no braço e teve fratura confirmada no punho esquerdo; o clube argentino relata recuperação estimada em cerca de três meses. Jalil Elías, substituto de Neves, também precisou sair e tem suspeita de lesão na região anterior da coxa esquerda, enquanto Guido Carrillo sofreu um problema muscular no segundo tempo e virou dúvida para o confronto com o clube brasileiro.
Além das lesões, Medina não poderá contar com Tomás Palacios e Leandro González Pirez por suspensão (terceiro amarelo). A janela de transferências na Argentina está encerrada, mas a Conmebol permite até três alterações na lista da Libertadores antes da semifinal, o que abre uma janela limitada para reforços capazes de atuar no torneio continental — ainda que sem participação nos campeonatos locais.
O primeiro jogo entre Estudiantes e Flamengo está marcado para 15 de outubro, no Jorge Luis Hirschi, com volta no Maracanã em 22 de outubro. O Flamengo também chega com dúvidas: Ayrton Lucas e Miguel Cabrera (Plata) são avaliações recentes, e Evertton Araújo é desfalque certo. Para o Estudiantes, a sequência de problemas físicos expõe fragilidade no elenco e pressiona a direção a decisões rápidas se quiser manter competitividade nas semifinais.