O Estudiantes de La Plata confirmou vaga na final da Copa Libertadores ao eliminar o Flamengo no Maracanã — empate por 0 a 0 e vitória por 3 a 2 na disputa de pênaltis. O técnico Alexander 'Cacique' Medina ponderou o peso simbólico do triunfo e definiu a passagem pelo templo do futebol brasileiro como um “novo Maracanazo”, ligando emocionalmente Maracanã e Centenário.

A classificação ganhou contorno de resistência: o time argentino suportou a lesão do meia Correa ainda no primeiro tempo e a expulsão de Baltasar Rodríguez no início da etapa final. Com forte organização defensiva, o Estudiantes limitou as chances do Flamengo e levou a decisão para as penalidades, onde foi mais eficiente.

Será um duelo com alto conteúdo histórico: a final contra o Palmeiras será disputada no Estádio Centenário, em Montevidéu, palco do primeiro título sul-americano do clube em 1968 justamente diante do time paulista. No caminho à decisão, o Estudiantes já havia eliminado o Corinthians nas quartas, tornando o Palmeiras o terceiro brasileiro superado pela equipe argentina.

Medina destacou também o crescimento do elenco ao longo da competição e defendeu que a vaga foi merecida. A leitura mais clara para a final é a de um Estudiantes que se apoia em organização tática e personalidade para decidir jogos em ambientes adversos — atributos que podem fazer a diferença em Montevidéu, no dia 28 de novembro.