O técnico Cacique Medina optou por preservar os titulares do Estudiantes no jogo deste domingo e viu a equipe reserva ser derrotada por 2 a 1 pelo San Lorenzo, em La Plata. A decisão visa reduzir riscos físicos antes da partida decisiva contra o Flamengo, mas transformou o confronto doméstico em um teste de resistência ao rodízio.

Do time que iniciou o empate em 0 a 0 com o Flamengo na quinta-feira, apenas o lateral-esquerdo Gaston Benedetti começou entre os titulares no domingo. Outros quatro atletas que jogaram a primeira mão — Eros Mancuso, Tiago Palacios, Baltasar Rodríguez e Guido Carrillo — só entraram no segundo tempo, o que limitou a continuidade do elenco principal.

A derrota expõe um dilema prático: proteger o elenco para a Libertadores ou manter o ritmo competitivo dos titulares. Na volta, quinta-feira, no Maracanã, a vaga na final estará em jogo; quem vencer avança e um novo empate no tempo normal levará a decisão para os pênaltis, aumentando a pressão tática e psicológica.

No plano histórico, Flamengo e Estudiantes chegam ao duelo com trajetórias pesadas na competição, o que eleva a tensão do confronto. A escolha de Medina tem justificativa esportiva, mas o revés ante o San Lorenzo pode pesar na confiança e na logística prévia ao segundo jogo, transformando a partida no Rio em momento-chave de gestão do elenco.