O Estudiantes encaminhou a venda de uma de suas principais joias, Mikel Amondarain, ao Bologna por cerca de 10 milhões de euros. A operação, segundo apuração, deve derrubar a punição da Fifa que impedia novas contratações e, com isso, reabrir a possibilidade de o clube argentino avançar na negociação por Joaquín Correa, hoje afastado no Botafogo.

No Botafogo, Correa treina separado desde a reapresentação pós-Copa do Mundo e não integra os planos do técnico. Contratado sem custos em junho de 2025 até o fim de 2027, o atacante acumulou 41 jogos, quatro gols e quatro assistências, mas não conseguiu se firmar. Apesar de o desejo do jogador ser cumprir o contrato, o clube enxerga a saída como uma oportunidade de aliviar a folha salarial.

A eventual liberação do Estudiantes tem impacto direto no mercado: além de viabilizar a própria recomposição do clube argentino, cria uma janela para que o Botafogo negocie um dos salários mais altos do elenco. Internamente, a diretoria segue à espera de propostas oficiais; sem oferta concreta, qualquer transferência depende do movimento em ambas as pontas e da disposição do jogador.

Na prática, a venda de Amondarain ao Bologna pode alterar o planejamento das próximas semanas. Para o Estudiantes, é a condição necessária para voltar a contratar; para o Botafogo, a negociação representa alívio contábil e espaço para novos ajustes na equipe — efeitos que só se concretizarão se surgirem propostas formais e acordos entre clubes e atleta.