Os Estados Unidos barraram a entrada de um árbitro da Somália que desembarcou no Aeroporto Internacional de Miami no sábado (6) para integrar a missão de arbitragem da Copa do Mundo, informou a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP). Em nota, a agência declarou que o cidadão foi considerado inadmissível por preocupações relacionadas à verificação de antecedentes, mas não especificou quais eram essas preocupações.

Reportagens da imprensa identificaram o árbitro como Omar Artan, um profissional premiado que, segundo essas apurações, possuía visto válido e poderia se tornar o primeiro somali a apitar em um Mundial. A embaixada da Somália em Washington não havia respondido a pedidos de comentário até a divulgação dos primeiros informes. A ausência de detalhes oficiais impede confirmar as razões exatas do bloqueio.

O caso ressalta o impacto das políticas de imigração dos EUA sobre eventos esportivos internacionais. No ano passado, Washington aplicou uma classificação de viagens ampliada a cidadãos de 12 países, entre eles a Somália, medida que já provocava apreensão entre participantes da Copa. Decisões de fronteira sem transparência geram risco logístico para escalas de arbitragem e aumentam o custo reputacional para o país anfitrião.

Além da estreia potencial do árbitro somali ser frustrada, o episódio impõe uma agenda de contingência a FIFA e às federações, que precisam lidar com variáveis administrativas e diplomáticas fora do controle esportivo. A CBP, por sua vez, enfrenta perguntas sobre critérios e comunicação quando suas medidas atingem competições globais e carreiras profissionais.