A seleção dos Estados Unidos incorporou um dispositivo de monitoramento cerebral aos treinos de pênaltis com a comissão técnica de Maurício Pochettino. O equipamento, produzido por uma empresa alemã, combina sensores no abdômen e na cabeça para registrar a atividade cerebral enquanto o jogador se prepara para a cobrança.

Nos exercícios, a preparação inclui sinais sonoros, reprodução de ruído de torcida e elementos destinados a desconcentrar o batedor, numa tentativa de aproximar o treino das condições de jogo. A ideia é medir níveis de foco e identificar abordagens individuais que ajudem a manter a concentração em situações decisivas.

Pochettino reconhece a limitação óbvia: é impossível replicar integralmente o estresse emocional de uma disputa real de Copa do Mundo. Ainda assim, a equipe entende o monitoramento como uma ferramenta para treinar rotinas mentais e buscar ganhos marginais em lances que costumam decidir eliminatórias.

Desde a adoção da tecnologia, os EUA disputaram e venceram uma cobrança de pênaltis sob o comando do técnico — na Copa Ouro —, mas a relação de causa e efeito permanece indeterminada. O movimento revela, contudo, como seleções buscam inovação para reduzir erros em momentos críticos e pode inspirar adesão semelhante por rivais.