O início dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026 tem sido sólido e histórico: após a vitória por 4 a 1 sobre o Paraguai, a seleção americana confirmou a vaga no mata-mata ao derrotar a Austrália por 2 a 0. É a primeira vez desde a edição inaugural, em 1930, que os EUA vencem duas partidas seguidas numa mesma Copa.

No Mundial do Uruguai, há quase um século, os americanos também abriram o torneio com duas vitórias (Bélgica e Paraguai) e seguiram até as semifinais — eliminados pela Argentina. Desde então, a trajetória dos EUA em Copas teve altos e baixos; 2026 marca a 11ª participação do país e a quarta classificação consecutiva ao mata-mata, repetindo 2010, 2014 e 2022, após ficar fora em 2018.

A vitória contra a Austrália, além do resultado em campo, foi acompanhada por polêmicas de arbitragem que geraram debate entre torcedores e imprensa. Sem detalhes oficiais que justifiquem mudanças, as contestações reforçam a vigilância sobre critérios de apito e uso do VAR, temas que costumam ganhar força em torneios eliminatórios e podem pressionar a organização e a própria FIFA a prestar esclarecimentos.

No plano esportivo, o saldo é positivo: a equipe americana entra no mata-mata com confiança e um fato raro para sua história em Copas. Resta, porém, transformar esse momento inicial em consistência nas fases decisivas — tarefa que exigirá disciplina tática e capacidade de lidar com a pressão crescente dos jogos eliminatórios.