O goleiro Everson afirmou, em entrevista recente, que existe uma certa "má vontade" da Seleção Brasileira com jogadores de Minas Gerais, citando o caso de Fábio — que teve mais projeção nacional ao atuar no Rio — como exemplo. A declaração acende novamente o debate sobre critérios e visibilidade regional na escolha dos convocados.

Everson não é chamado desde 2022, quando integrou o ciclo sob Tite e chegou a figurar em pré-lista para a Copa do Mundo do Catar. Desde 2023 a seleção passou por três treinadores e o goleiro do Atlético-MG diz ter sido preterido em todas as oportunidades. Aos 35 anos, evita vitimização: reconhece a concorrência forte na posição, mas mantém a ambição de voltar a ser lembrado.

No clube, porém, o jogador segue em alta. Everson é referência do elenco atleticano e tem se destacado nas últimas temporadas, sobretudo em cobranças de pênalti — com duas defesas recentes e o chute decisivo que garantiu a vaga diante do Ceará na Copa do Brasil. O desempenho reforça seu argumento de que manter o nível pode abrir portas para futuras convocações.

A declaração tem impacto além da esfera pessoal: põe sob escrutínio a relação entre clubes de fora do eixo Rio–São Paulo e a Seleção, e questiona se desempenho e estatística têm peso equivalente à exposição midiática. Para jogadores de Minas e dirigentes do Atlético, a questão não é apenas reconhecimento, mas também como a seleção comunica e justifica suas escolhas em ano pré-eleitoral de clubes e seleções.