A pausa do calendário brasileiro foi usada por Everson para assistir à Copa do Mundo — e o goleiro do Atlético-MG não teve dúvida: apontou Unai Simón, da Espanha, como o melhor guardião do torneio. Para o camisa 1 do Galo, o diferencial de Simón está além das defesas: é a qualidade no jogo com os pés e a capacidade de controlar a posse que, segundo Everson, sustenta o sistema espanhol.
O rendimento de Simón chamou atenção: antes de voltar a sofrer um gol, ele acumulou uma longa sequência sem ser vazado — um dado que o coloca entre os destaques do Mundial. Ao todo, o espanhol disputou vários jogos de alto nível e sofreu apenas um gol nas partidas do torneio, desempenho que, para Everson, legitima a escolha.
Aos 35 anos, Everson reafirma sua condição de referência no futebol brasileiro, mas lamenta a ausência nas convocações desde 2022. Em entrevistas recentes, o goleiro deixou transparecer frustração com a forma como nomes de Minas Gerais têm sido tratados pela seleção, citando exemplos de jogadores preteridos quando atuavam fora do eixo Rio–São Paulo.
No plano doméstico, a declaração reforça a narrativa do Galo: um profissional em alta que busca resposta também no campo internacional. Para a torcida, a avaliação pública do titular é argumento a mais para questionar critérios de chamada — e para o próprio Everson, um lembrete de que desempenho consistente no clube ainda não se traduziu em retorno à amarelinha.