Neo Química Arena recebe nesta quinta-feira um confronto com contornos de tabu e ambição: Barra e Corinthians voltam a se enfrentar na volta da quinta fase da Copa do Brasil, com dois dos principais pegadores de pênaltis do país embaixo das traves. Ewerton, do clube catarinense, e Hugo, do Timão, somam quatro defesas cada um na temporada — estatística que transforma o duelo em um teste de nervos antes mesmo da bola rolar.

O desempenho de Ewerton ganha destaque por vir em um contexto menos vistoso: goleiro do Barra, time que disputa a Série C, ele chegou a quatro penalidades defendidas entre estadual e Copa do Brasil — incluindo duas defesas contra o Volta Redonda na disputa de pênaltis. Os números o colocam à frente de nomes da Série A citados no levantamento, um sinal de que qualidade individual pode romper divisões entre as divisões do futebol nacional.

Hugo, do Corinthians, chega com volume de jogos maior na temporada, e rendimento consistente: 27 partidas disputadas e 12 jogos sem sofrer gols, segundo o material oficial. Para o Barra, Ewerton é uma das esperanças claras de uma virada que, na prática, exige retomada de eficiência defensiva e frieza nas cobranças: o Pescador precisa vencer por pelo menos um gol de diferença para levar a decisão aos pênaltis, depois da derrota por 1 a 0 no jogo de ida.

Além da busca esportiva, o duelo tem desdobramentos práticos: uma classificação inédita nas oitavas da Copa do Brasil renderia visibilidade e receita importante ao Barra; para o Corinthians, a vaga é compromisso mínimo esperado por um clube com orçamento e calendário superiores. No campo, porém, a vantagem numérica em histórico de clubes pode não bastar contra um goleiro que tem se firmado como especialista em cobranças.