Seis homens foram presos em flagrante no início da noite de sábado (8) com grande quantidade de explosivos em um carro nas proximidades do Estádio Almeidão. O Esquadrão Antibombas do GATE foi acionado pelo Centro Integrado de Comando e Controle e realizou varredura após a localização de artefatos, que foram identificados como explosivos improvisados; pontos foram isolados por risco.

As prisões ocorreram em um cenário de tensão que já vinha sendo monitorado: confrontos entre torcedores na orla de João Pessoa resultaram na detenção de 18 pessoas ligadas ao Santa Cruz, segundo a Polícia Militar. Imagens mostram troca de socos e uso de paus e pedras. No entorno do estádio, a intervenção policial incluiu uso de gás de pimenta que chegou a afetar pessoas dentro do Almeidão.

A partida já tinha recomendações e medidas preventivas — após reunião no Ministério Público, integrantes cadastrados das organizadas Jovem e Fúria (Botafogo-PB) e Inferno Coral (Santa Cruz) foram proibidos de comparecer —, mas a proibição não evitou as cenas de violência e o risco elevado pela presença de artefatos. O episódio expõe fragilidades na prevenção e na inteligência de segurança em eventos de grande risco.

Além do risco imediato à integridade de torcedores, atletas e profissionais, as ocorrências reforçam a necessidade de apuração e responsabilização. As detenciones e a ação do GATE seguem em registro na delegacia; caberá à investigação esclarecer origem dos explosivos e se houve coordenação nas ações violentas, com possíveis implicações administrativas e judiciais para quem falhou na prevenção.