A imprensa suíça reagiu entre orgulho e frustração à eliminação por 3 a 1 para a Argentina, nas quartas de final da Copa do Mundo. Os principais veículos do país qualificaram a derrota, decidida na prorrogação, como "cruel" e concentraram críticas no cartão vermelho recebido por Breel Embolo, aos 27 minutos do segundo tempo, justamente quando a Suíça vivia seu melhor momento e havia acabado de empatar a partida.
O lance que mudou o jogo começou com uma falta marcada a favor da Suíça e um cartão amarelo dado a Leandro Paredes. O VAR revisou a jogada, concluiu que Embolo simulou o contato e reverteu a decisão. Como o atacante já tinha sido advertido, recebeu o segundo amarelo e foi expulso — um desfecho que muitos jornais suíços apontaram como consequência direta da nova regra da Fifa que permite revisão somente após advertência prévia do jogador adversário.
Veículos como o Neue Zürcher Zeitung destacaram que a expulsão cobrou um preço alto e alterou completamente o panorama da partida. A RTS definiu a eliminação como "cruel", enquanto a SRF traçou um arco sombrio da campanha de Embolo, lembrando problemas extracampo e erros anteriores que pesaram sobre o atacante. O técnico Murat Yakin recebeu menções de elogio pela postura da equipe, que jogou de igual para igual mesmo com um jogador a menos, enquanto reações nas redes sociais e na imprensa criticaram a decisão do árbitro e celebraram a solidez argentina na prorrogação.
Além da dor imediata pela eliminação, o episódio tende a alimentar dois debates: o desgaste na imagem de Embolo diante de uma coincidência de contexto e a aplicação das novas normas de revisão do VAR em lances de simulação. Para a Suíça, resta a constatação de que uma escolha individual, avaliada sob a lente das regras atuais, custou caro a uma seleção que, até então, resistia com organização e caráter competitivo diante do campeão mundial.