A CBF tornou público o diálogo entre a cabine do VAR e o árbitro de campo sobre a jogada que resultou na expulsão de Gabigol, na vitória por 3 a 1 do Santos sobre o Vitória pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. O lance ocorreu logo após o atacante anotar o terceiro gol e fazer um gesto considerado obsceno em direção a um torcedor que o criticava.

No áudio, a equipe de vídeo, comandada por Wagner Reway, chega a interpretar inicialmente que o jogador poderia ser substituído e pede que o técnico não o retire, mas logo descreve com precisão o gesto: o atacante teria segurado as partes íntimas e feito sinal para alguém. Reway sugere a revisão do lance para aplicação de cartão vermelho. O árbitro Rafael Rodrigo Klein foi ao monitor, avaliou a cena e decidiu pelo cartão, entendendo que o gesto era inequívoco.

A expulsão tem efeito direto: Gabigol foi automaticamente suspenso e não poderá enfrentar o Botafogo no dia 22 de julho, quando o Brasileirão será retomado após a Copa do Mundo. Na entrevista coletiva, o técnico Cuca relatou que, no vestiário, o jogador reconheceu o erro e pediu desculpas ao elenco. Para o Santos, a perda do centroavante representa uma ausência relevante na equipe no momento em que o campeonato volta a exigir regularidade.

A divulgação do áudio reforça a transparência da arbitragem, mas também amplifica o custo disciplinar do episódio para o clube. Além de pagar o preço esportivo imediato — disputar a próxima rodada sem seu principal atacante —, o episódio acende a necessidade de medidas internas sobre postura e controle emocional em campo, sobretudo em partidas com forte provocação externa.