A Fórmula 1 tem Imola como opção formal para substituir, ao menos, uma das duas etapas previstas no Oriente Médio — Catar e Abu Dhabi — na reta final da temporada 2026. A movimentação ocorre diante da persistência dos confrontos na região, e a intenção é fechar uma posição oficial até o fim de setembro, segundo informações do entorno da categoria.

Fontes ligadas à organização italiana já sinalizaram disponibilidade: o Automóvel Clube da Itália afirmou que trabalha com governo e entidades esportivas para estar pronto a receber um segundo Grande Prêmio no país em curto prazo. Na visão da direção da F1, as possibilidades estão em análise; o presidente da categoria deixou claro que, se as condições de segurança não permitirem as provas no Oriente Médio, o campeonato poderá terminar na Europa.

Imola tem histórico na categoria: o circuito Enzo e Dino Ferrari estreou nos anos 80 e foi palco do GP da Emilia-Romagna entre 2021 e 2025. Em 2026 a pista ficou fora do calendário por conta da chegada do novo Circuito Madring, na Espanha, o que torna a eventual retomada um movimento rápido de logística e calendário. A mudança também quebraria uma tradição recente: Abu Dhabi consolidou-se como a etapa final desde 2009 e tem contrato com a categoria até, pelo menos, 2030; a última vez que o Mundial acabou na Europa foi em 1997, em Jerez.

Além da pista, a solução técnica e financeira já tem precedentes: a F1 recorreu a acordos de divisão de despesas e receitas para viabilizar realocações, como ocorreu ao reacomodar corridas na temporada atual. Se confirmada, a transferência para Imola evitaria cortes no número de etapas, mas impõe pressa na negociação com promotores, emissoras e patrocinadores, e expõe a categoria ao risco de novos ajustes se a situação geopolítica persistir.