São Paulo — A Fórmula 1 anunciou a prorrogação do contrato do GP de São Paulo até 2035 e, ao mesmo tempo, descartou a ideia de incluir uma segunda etapa do campeonato no Brasil no curto prazo. O presidente e CEO da categoria, Stefano Domenicali, afirmou que o foco será manter e fortalecer Interlagos.

Domenicali citou o caráter global do calendário e a grande demanda por vagas em outros continentes como razão para não prometer uma corrida adicional. O projeto de um novo autódromo no Rio de Janeiro, com previsão inicial de conclusão entre 2028 e 2029, não garante, portanto, uma vaga imediata na F1.

Muito simples: não (há a chance do Brasil ter dois GPs algum dia). Precisamos ser realistas. Somos um campeonato mundial e temos muitas solicitações de várias partes do mundo. Acho que precisamos ter cautela, porque existem regiões que talvez precisem de mais etapas em um continente. Mas eu diria que não posso prometer isso, porque não seria correto da minha parte. Vamos nos concentrar em São Paulo. Vamos nos concentrar em Interlagos para garantir que tudo possa ser feito da maneira certa

Como alternativa, o dirigente abriu espaço para que outras competições administradas pela Liberty Media — como a MotoGP — ampliem a presença no país. A MotoGP já retornou ao Brasil em 2026, com etapa em Goiânia acertada para cinco anos, até 2030.

Domenicali também destacou o papel de novos pilotos brasileiros na manutenção do interesse nacional: Gabriel Bortoleto e Rafael Câmara, confirmados no grid a partir de 2027, podem ajudar a atrair público e patrocinadores. Interlagos, que recebeu a primeira corrida em 1973 e integra o calendário permanente desde 1990, tinha contrato vigente até 2030.

A renovação até 2035 garante previsibilidade para São Paulo e para organizadores locais, enquanto o debate sobre uma segunda pista no país segue condicionado a prioridades e solicitações internacionais da categoria.

Estamos muito felizes. É muito, muito importante, porque é uma maneira de confirmar que o Brasil e São Paulo não fazem parte apenas do legado da Fórmula 1, mas também de seu futuro. Essa é a maneira certa de olhar para o que estamos fazendo hoje