Aos 12 minutos do segundo tempo, o árbitro Alireza Faghani reviu no monitor um lance na área entre Sadio Mané e Kylian Mbappé, mas decidiu manter a decisão de campo e não assinalar pênalti. A definição, comunicada ao estádio pelo próprio árbitro, provocou imediata reação de jogadores e torcedores e tornou-se ponto central da cobertura da partida que terminou 3 a 1 para a França.
Especialistas e comentaristas repercutiram a escolha. Paulo César de Oliveira, consultor de arbitragem da TV Globo, afirmou que assinalaria a penalidade, enquanto a manutenção do lance por Faghani foi vista por parcela da imprensa como sintoma de critérios ainda pouco uniformes na aplicação do VAR. A controvérsia expõe a dificuldade de conciliar interpretação do contato com a necessidade de decisões consistentes em jogos de alto impacto.
O caso também foi comparado à revisão feita na primeira partida do Mundial, quando o árbitro Wilton Pereira Sampaio, chamado pelo VAR, reviu um tapa no rosto e aplicou o cartão vermelho. A diferença entre os desfechos reforça o argumento de quem pede definição mais clara sobre intensidade do contato e origem da falta dentro da área.
Mais do que alterar o placar naquele momento, a decisão de Faghani reacende o debate sobre a credibilidade do VAR e sobre como a tecnologia tem sido usada: instrumento para reduzir erros ou complemento que cria interpretações divergentes. Para seleções, torcedores e organizadores, a demanda é por regras e comunicação mais transparentes, sobretudo em jogos que definem caminho no Mundial.