Falta um mês para o pontapé inicial do Mundial de 2026, que a Fifa promete colocar entre os maiores eventos esportivos já realizados. A partida inaugural será no Estádio Azteca, na Cidade do México, quando México e África do Sul se enfrentam em 11 de junho às 16h (horário de Brasília). O torneio, sediado por Estados Unidos, México e Canadá, terá 48 seleções distribuídas por 104 jogos em 16 cidades, um salto em escala que amplia as complexidades organizacionais.
O Brasil caiu no Grupo C e estreia no dia 13 de junho, às 19h, contra Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A segunda rodada será contra o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, às 21h30, e a fase de grupos fecha em 24 de junho, diante da Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami, às 19h. Os horários e deslocamentos prometem testar a rotação e o gerenciamento físico da comissão técnica.
O momento da seleção é de transição. Desde a Copa de 2022 o time passou por quatro treinadores — Ramon Menezes, Fernando Diniz, Dorival Júnior e, agora, Carlo Ancelotti — e viu sua referência técnica, Neymar, perder terreno por conta de lesões e desgaste físico. A responsabilidade recai sobre uma nova geração com Vinicius Júnior como principal expoente, além de Raphinha e Endrick, que deverão assumir papéis-chave em campo.
Ancelotti divulgará a lista final dos 26 atletas em cerimônia marcada para segunda-feira, dia 18, no Museu do Amanhã, no Rio. Fora do campo, o formato ampliado traz ganho de receita e exposição, mas também eleva riscos: mais jogos significam mais viagens, menor tempo de recuperação e potencial de surpresas que podem complicar a trajetória das favoritas. Para a CBF e a comissão técnica, a tarefa é alinhar ambição e pragmatismo se a seleção quiser transformar promessa em resultado.