Endrick vem se consolidando como uma peça de impacto da Seleção: apesar de ter apenas 17 partidas pela equipe principal e ter começado como titular em uma única vez, o atacante de 19 anos já soma cinco participações diretas em gols (quatro gols e uma assistência). A capacidade de alterar o placar em poucos minutos dá a ele um perfil difícil de ignorar na montagem do ataque.

O padrão é claro: suas intervenções decisivas quase sempre ocorreram com o Brasil empatando ou em desvantagem no segundo tempo. Entre os episódios mais emblemáticos estão o gol da vitória sobre a Inglaterra em Wembley (março de 2024), a participação na reação contra a Espanha no Bernabéu, e o gol que definiu amistoso com o México antes da Copa América. A campanha na competição continental, contudo, não foi positiva e chegou a reduzir seu espaço sob Dorival Júnior.

Com a chegada de Ancelotti, Endrick voltou a ter oportunidades e aproveitou: em março de 2026, em apenas 14 minutos diante da Croácia, sofreu pênalti e deu assistência para Martinelli, assegurando sua vaga na Copa. Contra o Egito, bastaram seis minutos para marcar o gol da vitória e receber elogios da comissão técnica. Convocado pela primeira vez por Fernando Diniz em novembro de 2023, ele soma experiência curta mas com impacto concentrado.

A dúvida sobre quem irá comandar o ataque na estreia contra o Marrocos, no próximo sábado em Nova Jersey, permanece. Mesmo sem garantia de titularidade, o chamado “fator Endrick” é uma arma real: seu histórico de resolver jogos em aparições curtas impõe um dilema tático ao treinador e amplia as opções do banco — e, se mantiver a eficiência, pode ser diferencial ao longo do torneio.