A análise por xG do primeiro turno do Brasileirão coloca o Palmeiras em posição de destaque: em 19 jogos a equipe acumulou 240 finalizações que, segundo o modelo, geravam potencial para cerca de 20,1 gols — mas concretizou 32. Na soma entre eficiência ofensiva e defensiva, o time superou expectativas em 14,6 gols, número que explica em parte a liderança e reforça a leitura de favorito para o título.

O Flamengo aparece logo atrás: ainda com um jogo pendente, o clube acumulou aproximadamente 9,7 gols acima do previsto pelo modelo — resultado da combinação entre excesso de gols feitos e menos gols sofridos do que o xG indicava. As probabilidades de taça calculadas nas projeções dão 52% ao Palmeiras e 38% ao Flamengo, deixando o restante do pelotão em situação bem mais distante.

No outro extremo, o São Paulo é o exemplo claro de underperformance: o time tem déficit estimado em 4,8 gols no ataque e sofreu 2,4 gols a mais do que sugeria o nível de ameaça das finalizações que sofreu, totalizando uma ineficiência de cerca de 7,2 gols no primeiro turno. Esses indicadores traduzem problemas ofensivos e defensivos que o clube precisa resolver se quiser reagir na segunda metade do campeonato.

Há também um viés relevante sobre mando de campo: os visitantes do primeiro turno tiveram rendimento médio inferior ao dos mandantes — os donos da casa aparecem com a nona melhor campanha caseira, enquanto os visitantes figuram em 12º quando se considera aproveitamento por mando. Ou seja, embora a vantagem dos mandantes não seja avassaladora, ela existe e pode ser fator decisivo nas rodadas de abertura do returno, quando equipes como Palmeiras e Flamengo terão compromissos de peso.