A Federação Egípcia de Futebol saiu em público, nesta quarta-feira (8), para contestar as decisões de arbitragem que, segundo a entidade, influenciaram diretamente a derrota dramática por 3 a 2 diante da Argentina, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O Egito vencia por 2 a 0 faltando 11 minutos e acabou eliminado após sofrer três gols no fim: a federação diz que não permanecerá em silêncio diante do uso, a seu ver, indevido do VAR.
No centro da controvérsia está o gol anulado de Mostafa Zico, aos 17 minutos do segundo tempo, que a revisão do vídeo afastou por uma falta na origem da jogada. Além disso, apelos egípcios por um pênalti sobre Hamdy Fathy nos momentos finais não tiveram repercussão árbitral, segundo relatos. A federação afirma que diversos incidentes durante a partida suscitaram dúvidas sobre a consistência e a imparcialidade das decisões.
Ex-jogadores e comentaristas internacionais também questionaram os critérios aplicados nas revisões. Transmissões e postagens apontaram incoerência na comparação entre lances favoráveis à Argentina e os que envolveram o Egito, e houve críticas públicas sobre até onde o VAR deveria intervir. Reportagens ainda dão conta de que o presidente da federação, Hany Abo Rida, protocolou uma reclamação formal contra o árbitro francês François Letexier e sua equipe.
A Fifa ainda não se manifestou sobre as acusações. Independentemente do desfecho da queixa, o caso evidencia a fragilidade política e esportiva que decisões de vídeo podem gerar quando parecem aplicar regras com critérios variáveis. Para o futebol egípcio resta a frustração esportiva — e a cobrança por maior transparência e padronização nas revisões, se o objetivo for preservar a credibilidade do torneio.