O Grêmio colocou nesta quarta-feira dois de seus maiores ídolos lado a lado no banco: Luiz Felipe Scolari e Renato Portaluppi dividiram a responsabilidade técnica na partida contra o Botafogo pelo Brasileirão. O encontro no Nilton Santos virou símbolo da tentativa do clube de dar resposta imediata ao momento instável da equipe.

Felipão apareceu como coordenador técnico e assumiu interinamente a condução do time, enquanto Renato, recém-contratado, também ficou no banco como treinador oficialmente ligado ao departamento. Em entrevista antes do jogo, Felipão disse que aceitou o papel por afinidade com os jogadores e por entender a necessidade do clube, assumindo a responsabilidade momentânea pela equipe.

Os números ajudam a dimensionar a carga simbólica: Renato já havia comandado o Grêmio em 543 partidas ao longo de quatro passagens, e Felipão totaliza 389 jogos em diferentes momentos da história do clube. Juntos, soma-se um elenco de conquistas importantes pelo Tricolor — entre elas duas Libertadores (1995 e 2017), duas Copas do Brasil (1994 e 2016), duas Recopas (1996 e 2018) e oito Campeonatos Gaúchos.

O episódio remete ainda a um momento de 1995, quando Renato chegou a atuar a convite de Felipão em partida comemorativa; agora, a dupla reaparece no mesmo banco em outra fase decisiva. O recurso de reunir nomes com peso histórico busca mais do que simbolismo: é uma tentativa prática de recuperar confiança dentro do vestiário e entre a torcida, enquanto a direção tenta estabilizar a trajetória do time no Brasileirão.