A Espanha se consagrou bicampeã da Copa do Mundo ao vencer a Argentina por 1 a 0 na decisão e, com a sequência, assumiu a liderança do ranking da Fifa e bateu o recorde de invencibilidade entre seleções: 38 jogos sem derrota. No debate pós-jogo do programa Seleção Copa, o ex-jogador Felipe Melo avaliou que os argentinos foram dominados pela pressão do rival e jogaram “com medo”, só perdendo a timidez após sofrer o gol.

A avaliação de Melo provocou reação imediata na bancada. D'Alessandro, ex-jogador e argentino, discordou e afirmou que a seleção sul-americana respeitou a Espanha, mas não conseguiu encontrar soluções. Paulo Nunes evitou reduzir a falha argentina a uma questão psicológica e destacou o mérito tático da Espanha por reduzir as alternativas de jogo de Messi e companhia.

O triunfo espanhol teve fundamentos práticos: La Roja saiu do Grupo H, passou por Áustria nas oitavas com um placar elástico, eliminou Portugal nas oitavas, superou a Bélgica nas quartas e bateu a França na semifinal antes da decisão. A equipe de Luis de la Fuente foi premiada pela postura e pela consistência defensiva que emperraram a criação argentina.

O episódio revela como um único julgamento sobre a final pode polarizar interpretações: para alguns, a Argentina cedeu espaço por receio; para outros, a leitura correta é a superioridade tática espanhola. Independentemente da versão, o fato é que a Espanha imprimiu uma sequência histórica que redesenha o debate sobre equilibro de forças no futebol mundial.