Após a derrota por 4 a 2 para o Cruzeiro, o ex-jogador e comentarista Felipe Melo criticou a postura de Renato Portaluppi nas coletivas e afirmou que as declarações públicas do técnico podem ter custado parte do vestiário. Para Melo, expor problemas de contratações e apontar jogadores individualmente mina a autoridade do treinador junto à equipe.

Renato voltou a questionar reforços contratados pela diretoria — citou, sem nomear, um jogador que teria chegado com nove quilos a mais — e comentou que Kannemann poderá ser multado após a expulsão. Felipe Melo considerou que esse tipo de revelação deveria ser tratado internamente e lembrou críticas anteriores do técnico sobre como instruir atletas em campo, apontando contradições na abordagem.

O episódio alimenta um problema maior: o Grêmio é o 18º colocado, com 31 pontos, a sete rodadas do fim, e viu escapar a chance de se aproximar do Corinthians, primeiro fora da zona de rebaixamento. Para o comentarista, a volta de Renato tinha o objetivo de renovar esperança à torcida, mas resultados e estilo de jogo não mudaram; na avaliação de Melo, isso aumenta o risco esportivo e pressiona a gestão.

A crítica pública de um treinador ídolo tem implicações práticas: além de desgastar a relação com atletas, intensifica a cobrança sobre a diretoria e pode obrigar mudanças de postura — seja na comunicação, seja na escalação — para tentar recuperar desempenho nas próximas rodadas. O cenário exige respostas internas rápidas se o clube quiser frear a tendência que o afasta da Série A.