Felipe Melo anunciou nas redes sociais que torcerá pela Turquia na estreia do país na Copa do Mundo, vestindo a camisa do Galatasaray que o projetou. A postagem chega poucas horas depois do empate do Brasil com Marrocos, e reforça a ligação afetiva do ex-volante com o futebol turco, onde viveu seu auge entre 2011 e 2015.
Na passagem pelo Galatasaray, Melo conquistou títulos nacionais e se tornou figura de identificação com a torcida local: foram três campeonatos turcos, duas Copas da Turquia e duas Supercopas. A postura pública do jogador, hoje comentarista do Sportv, lembra que atletas podem manter vínculos fortes com clubes e países que marcaram carreiras mesmo após o retorno ao Brasil.
A presença da Turquia no Mundial tem contorno histórico: os turcos voltam a disputar o torneio depois de 24 anos, quando em 2002 surpreenderam e terminaram em terceiro lugar. Antes disso, a participação anterior havia sido em 1954, sem classificação além da fase inicial. No mesmo grupo, os Estados Unidos abriram com goleada sobre o Paraguai, enquanto a Turquia enfrenta a Austrália na sua estreia.
O apoio explícito de Felipe Melo, que recentemente criticou a atuação da seleção brasileira como comentarista, dá tom pessoal à cobertura da competição: mais do que torcida, é sinal da relação entre carreira e identidade clubística. Para o público, a imagem do ex-volante uniformizado reforça o papel simbólico de ídolos que atravessam fronteiras e continuam a influenciar narrativas do torneio.