Félix Torres teve uma falha determinante no gol que abriu o placar do duelo entre Inter e Santos, neste domingo, no Beira-Rio. Ao tentar dominar um chutão, o zagueiro pisou na bola e perdeu o controle perto do meio-campo; Gabigol aproveitou o erro, desarmou o defensor, avançou e, de cara com Matheus Cunha, bateu cruzado para marcar.
O episódio mudou a recepção do estádio: Torres passou a ser vaiado a cada toque, com a torcida cobrando reação imediata. Não é um problema isolado — o equatoriano já havia cometido falha que terminou em gol na derrota para o Athletico, em julho; na ocasião foi substituído logo depois e demonstrou irritação com a troca.
Torres foi uma das novidades na escalação montada por Paulo Pezzolano para a partida, embora o técnico cumprisse suspensão e não estivesse no banco. A entrada do zagueiro não funcionou: além do erro direto que resultou no gol, a sequência de falhas recentes amplia dúvidas sobre a segurança defensiva do time.
A vaia no Beira-Rio e a repetição de equívocos aumentam a cobrança interna e entre a torcida, pressionando Pezzolano e a diretoria a buscar alternativas para a zaga. Para o Inter, falhas como essa têm custo imediato no resultado e também impacto político sobre a confiança que o elenco inspira diante da arquibancada.