Em junho de 2018, veteranos da seleção brasileira voltaram ao Ullevaal Stadium para uma revanche simbólica contra a Noruega, vinte anos após a surpreendente derrota na Copa do Mundo de 1998. O amistoso ganhou relevância local: mais do que um jogo, foi um evento cultural que buscou ressignificar uma memória esportiva que marcara a Noruega.
A iniciativa partiu da gaúcha Juliane Manica, que mora na Noruega desde 1998 e decidiu pôr fim ao bordão de que “a Noruega sempre ganha do Brasil”. Com apoio editorial e a articulação de Leo Doria — que atuou como intérprete e contato com os jogadores — a partida foi organizada com um orçamento incomum para padrões noruegueses e atraíu atenção imediata.
O jogo terminou 3 a 0 para os brasileiros, com gols de Edmundo, Giovanni e Gabriel, este último assinalando um golaço de longa distância. Ronaldo, fora por lesão, acompanhou a equipe e auxiliou na condução do time; nomes como Júlio César e João Antônio também estiveram presentes. Em poucas horas foram vendidos oito mil ingressos; 22 mil torcedores acompanharam o confronto.
Mais que uma revanche esportiva, o amistoso reescreveu a narrativa daquele revés de 1998 e virou referência entre noruegueses e brasileiros no país, segundo relatos de quem organizou e participou. Foi uma demonstração de como eventos amistosos podem assumir papel simbólico e alterar a memória coletiva em torno de resultados históricos.