O Corinthians avançou nas negociações e está perto de oficializar Fernando Diniz como novo técnico. A mudança foi costurada pela cúpula do clube nesta segunda-feira, na esteira da demissão de Dorival Júnior, anunciada na noite de domingo após a derrota para o Internacional, apontada no relatório do clube como a nona seguida.
O acerto prevê vínculo até o fim de dezembro de 2026, com a expectativa de que Diniz já ocupe o banco na próxima quinta-feira (9/4), para a estreia pela Copa Libertadores, contra o Platense, na Argentina. A pressa da diretoria indica a prioridade em não começar a campanha continental com interinidade.
A diretoria busca reação imediata ao fechar com Diniz para a reta inicial da Libertadores.
Conhecido pelo trabalho com posse de bola e preparaçãotática, Diniz coleciona passagens por Audax-SP, Athletico-PR, São Paulo, Santos, Fluminense — onde conquistou a Libertadores em 2023 — Cruzeiro e Vasco. O currículo traz experiência e propostas ofensivas, mas também episódios de desgaste em trabalhos anteriores.
A principal dúvida é o tempo: com poucos dias para treinos e adaptação, a margem para implantar ideias táticas é curta. A diretoria aposta na capacidade de Diniz em ajustar rotinas e motivar o elenco no curto prazo, mas assume risco de instabilidade caso a equipe não reaja imediatamente na competição continental.
Para o Corinthians, a troca marca tentativa clara de frear uma sequência negativa e transmitir resposta à torcida. Nas próximas semanas, o desempenho na Libertadores e a leitura do elenco sobre o trabalho do novo treinador serão decisivos para medir se a troca rende recuperação ou apenas posterga decisões mais profundas.
O treinador assume com prazo curto para impor sua marca e virar o resultado na temporada.