Contratado no início de setembro para reforçar o meio-campo na reta final da Série B, Fernando Sobral teve retorno às partidas marcado por um desequilíbrio entre expectativa e uso prático. Recuperado da contratura lombar que sofreu após o clássico com o Náutico, o volante voltou a jogar diante do Criciúma, mas segue tratado pelo técnico Mariano Soso como alternativa, não como solução imediata.
A lesão — registrada no quarto jogo desde a chegada ao clube — exigiu dez dias de recuperação e, mesmo liberado pelo departamento médico, Sobral não foi aproveitado nas partidas contra Atlético-GO e Fortaleza. A justificativa da comissão técnica foi o tempo necessário para readaptação, mas a demora em reinseri-lo na equipe gerou questionamentos sobre o aproveitamento do reforço contratado para somar intensidade e equilíbrio.
Na visão de observadores como o comentarista Cabral Neto, o perfil de Sobral — combativo, móvel e com capacidade técnica — poderia suprir carências recentes do Sport no setor. Além de atuar como volante, o jogador também tem experiência em função mais adiantada, alternativa utilizada em sua passagem pelo Coritiba, o que amplia as opções táticas que o time hoje diz não explorar plenamente.
Com três rodadas finais pela frente e jogo importante contra o Botafogo-SP em Ribeirão Preto, a decisão de manter Sobral como opção de banco reduz a margem de manobra de Soso. A situação exige equilíbrio entre proteção física do atleta e necessidade competitiva imediata: o clube terá de provar nas próximas partidas que o uso tardio do volante não custará pontos decisivos na busca pelo objetivo na Série B.