A Espanha derrotou a Argentina por 1 a 0 na final da Copa do Mundo, decidida na prorrogação, com Ferran Torres como herói: finalização forte e precisa no início do segundo tempo da prorrogação que quebrou a muralha albiceleste. Sete minutos depois, um lance quase idêntico foi anulado por impedimento milimétrico, mas a vantagem já estava selada.
O triunfo teve caráter coletivo e foi construído no controle do campo: Cubarsí e Rodri foram referências no desenho tático, ajustando posicionamento e ritmo. Um meio-campista chegou a superar a marca de 100 passes certos, e outro teve índice de acerto muito elevado, garantindo saída de bola e transição rápida. A paciência espanhola cansou a defesa argentina até abrir espaço na prorrogação.
As entradas do banco foram determinantes para renovar o fôlego e segurar o resultado. A seleção soube proteger a vantagem na etapa extra, com cortes e desarmes oportunos. Houve também um episódio que terminou com a expulsão de Enzo Fernández, a partir de uma jogada em que a pressão espanhola forçou erro rival. Nico Williams teve chance clara na prorrogação, sem converter, mas ajudou no volume ofensivo.
No plano individual, Lamine Yamal ficou aquém do esperado: criou momentos, mas não conseguiu brilhar contra a marcação rígida. A defesa, apesar de pouco exigida nas mãos do goleiro, mostrou conforto com a bola e eficiência nas leituras. A Espanha sai da final com a confirmação de um modelo que privilegia circulação e disciplina tática, e com Ferran Torres como o nome que ficou com a conquista.