Milhares de torcedores do Paris Saint-Germain tomaram as ruas de Paris para celebrar o segundo título do clube na Champions League, conquistado na final disputada no Puskás Aréna, em Budapeste. O entorno do Parc des Princes recebeu público para a transmissão em telões, com ingressos esgotados, mas a comemoração que deveria ser festiva ganhou tom conflituoso.
A prefeitura local registrou 20 prisões durante as celebrações, e informou que dez pessoas foram encaminhadas à delegacia. Relatos da imprensa francesa, citando a polícia, apontam para a apreensão de 24 sinalizadores e dois morteiros de fogos de artifício. Imagens e relatos também mostram atos de vandalismo, como um ponto de ônibus danificado próximo à arena.
O PSG divulgou comunicado convocando a torcida a ‘‘celebrar o momento histórico com orgulho’’, mas pedindo responsabilidade e respeito. Ainda que o clube busque canalizar a euforia, os episódios de violência e depredação colocam a gestão da ordem pública e a atuação policial sob escrutínio, além de manchar a imagem da festa.
A conquista em campo é inegavelmente histórica para o clube e seus torcedores, mas a dimensão das comemorações expôs desafios de segurança e controle em eventos de massa. Autoridades municipais e dirigentes do PSG terão de avaliar medidas para evitar que vitórias esportivas se traduzam em prejuízo material e reputacional nas próximas celebrações.