A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou nesta segunda-feira um pacote de mudanças no regulamento da Fórmula 1 para 2026, aprovado após três reuniões com dirigentes da F1, chefes de equipe, fornecedoras de motores e pilotos — realizadas nos dias 15, 16 e nesta segunda. A maior parte das medidas entra em vigor já no GP de Miami, em 3 de maio; ajustes nas largadas serão alvo de testes antes de implementação.
As alterações têm como foco reduzir o excesso de gerenciamento de energia que tem travado disputas e aumentado riscos. Na classificação, o máximo de recarga caiu de 8 para 7 megajoules, enquanto a potência disponível no chamado superclipping sobe de 250 para 350 kW, mudança que também vale para as corridas. O uso do botão de boost passa a ter teto de 150 kW, numa tentativa de evitar acelerações repentinas que geraram incidentes recentes.
A norma limita ainda o uso do MGU‑K fora dos pontos principais de aceleração nas pistas e introduz um sistema capaz de identificar acelerações anormalmente baixas na largada: detectado o problema, o MGU‑K será ativado automaticamente e novas luzes laterais e traseiras alertarão os demais pilotos. As medidas respondem a episódios como a partida problemática de Liam Lawson na Austrália e ao forte acidente de Oliver Bearman no Japão, ligados a diferenças súbitas de velocidade.
Para trechos com chuva, a FIA reduz o papel do sistema de recuperação de energia, simplifica as luzes traseiras e eleva a temperatura dos cobertores dos pneus intermediários. As mudanças exigirão ajustes técnicos e estratégicos das equipes, especialmente em mapeamentos de motor e planos de corrida. A decisão tenta equilibrar segurança e espetáculo: dar mais liberdade aos pilotos para acelerar sem sacrificar as ultrapassagens que marcaram a temporada.