O Sassuolo deve receber uma quantia milionária da Fifa depois da lesão sofrida pelo meia Ismaël Koné durante a goleada do Canadá sobre o Catar. O caso se enquadra no Programa de Proteção de Clubes da entidade, que prevê ressarcimento quando jogadores convocados ficam afastados por mais de 28 dias em função de lesões ocorridas pela seleção.
Koné passou por cirurgia e foi recebido com festa pelos companheiros ao retornar ao hotel da delegação canadense, segundo relatos. Para o clube italiano, a liberação do pagamento depende da comprovação do tempo de recuperação e da tramitação administrativa junto à Fifa, mas a hipótese de indenização já é tratada como provável pelas partes envolvidas.
O episódio tem duplo efeito: além do alívio financeiro para o clube, reacende o debate sobre segurança em competições e materiais usados no Mundial. Um jornal inglês levantou a hipótese de que a nova bola do torneio estaria causando problemas a goleiros, informação que, se confirmada, ampliaria questionamentos sobre riscos aos jogadores e responsabilidades técnicas durante a Copa.
Na prática, o mecanismo de compensação reduz o custo imediato para clubes quando atletas se lesionam em convocação, mas também aumenta a pressão por transparência na apuração das causas das lesões. A expectativa agora é pela evolução clínica de Koné, pela confirmação formal do pedido de ressarcimento e pelo eventual pagamento que dará alívio aos cofres do Sassuolo.