A Fifa anunciou que impedirá a entrada de qualquer tipo de garrafa de água nos estádios da Copa do Mundo que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. A mudança, comunicada por e‑mail a detentores de ingressos segundo o The Athletic, reverte ponto do Código de Conduta divulgado há cerca de três semanas, que permitia garrafas plásticas vazias e reutilizáveis de até 1 litro.

Com a nova regra, torcedores só terão acesso à água por meio de bebedouros dos estádios ou comprando garrafas nos bares internos. A entidade ainda não informou preços, mas cobrou entre 4 e 6 dólares por água na edição do ano passado da Copa do Mundo de Clubes nos EUA, referência que reforça apreensão sobre custo e facilidade de acesso ao líquido.

A decisão aparece em momento sensível: especialistas têm alertado para o risco do calor na região — com médias entre 30°C e 35°C e picos que podem chegar a 40°C — e um grupo de 20 cientistas pediu à Fifa pausas de hidratação mais longas e protocolos claros para adiamento de partidas em condições extremas. O governo do México, que chegou a considerar antecipar férias escolares por causa do calor e da Copa, teve de recuar diante da repercussão negativa, indicando desgaste político.

Além do impacto imediato sobre o conforto e a saúde de torcedores e atletas, a proibição expõe contradição entre documentação oficial e medidas operacionais. A mudança tende a provocar questionamentos práticos e políticos — sobre prioridades entre segurança, conveniência e possíveis receitas dentro dos estádios — e pode gerar nova pressão sobre a organização do torneio nas próximas semanas.