O presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou em entrevista ao portal suíço Bluewin que a entidade vai analisar a possibilidade de ampliar a Copa do Mundo de 48 para 64 seleções, com debate previsto apenas após o Mundial de 2026. A declaração reacendeu nas redes sociais uma enxurrada de críticas sobre os reflexos esportivos e práticos de mais 16 vagas.
Para a maioria dos comentários reunidos em publicações sobre o tema, a expansão pode reduzir o nível técnico da competição e fragilizar a qualidade das eliminatórias, ao abrir espaço para seleções menos competitivas. Entre as observações mais triviais, mas significativas para a torcida, está a necessidade de novo ajuste no álbum de figurinhas — símbolo do impacto concreto e comercial de mudanças no formato.
Democratizando o futebol
O tema ganha polêmica porque a edição de 2026 já aumentou o formato para 48 seleções, incluindo 12 vagas extras e a fase de 16 avos de final, com regras para definir os melhores terceiros entre os grupos. Críticos nas redes e comentaristas apontam que saltar para 64 representaria perda de rigor esportivo e diluição do prestígio do torneio, além de criar trajetórias de qualificação ainda mais assimétricas.
Entre reações e análises, a proposta coloca clubes, federações e torcedores diante de um debate claro: ampliar o acesso e a visibilidade do futebol mundial ou preservar a competitividade e o valor histórico da Copa. A avaliação da Fifa, disse Infantino, será encaminhada depois de 2026 — e, até lá, a discussão segue entre pressão popular, interesses comerciais e defesa do nível técnico.