O chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, saiu em defesa dos árbitros envolvidos na vitória da Argentina por 3 a 2 sobre o Egito nas oitavas de final, em entrevista publicada no portal oficial da entidade. Collina rejeitou alegações de parcialidade e sustentou que as equipes de arbitragem atuaram com independência, destacando que críticas esportivas são naturais, mas acusações sem fundamento não devem prosperar.

A Federação Egípcia e o técnico Hossam Hassan contestaram decisões centrais: um gol de Mostafa Zico foi anulado e um pênalti potencial sobre Mohamed Salah não foi marcado antes do lance do gol de Enzo Fernández nos acréscimos. Segundo a versão oficial da Fifa citada por Collina, o VAR identificou falta de Marwan Attia sobre Lisandro Martínez em movimentação anterior ao gol anulado, justificando a revisão.

Collina também explicou que o lance com Salah foi avaliado como contato normal de jogo tanto pelo árbitro quanto pelo VAR, sinalizando que intervenções só ocorrem quando uma infração clara é identificada. Ele alertou para o risco de alegações infundadas, que podem expor árbitros e familiares a ameaças e comprometer a segurança dos profissionais.

A controvérsia, no entanto, mantém viva a discussão sobre consistência e transparência na aplicação do VAR em partidas decisivas. Para o público e para federações questionadoras, a defesa pública da Fifa afasta suspeitas formais, mas não elimina a pressão por explicações mais detalhadas sobre critérios e comunicações entre árbitro e monitoramento de vídeo.