A Fifa se reuniu em Istambul com o presidente da federação iraniana, Mehdi Taj, em uma tentativa explícita de garantir que a seleção do Irã participe normalmente da Copa do Mundo de 2026. O secretário-geral Mattias Grafstrom classificou o encontro como construtivo e disse confiar na presença da equipe no torneio.
O diálogo ocorre após reclamações da federação iraniana sobre a falta de vistos para membros da delegação e a negativa de entrada de Taj ao Congresso da Fifa pelo Canadá, motivada por suas ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica. Grafstrom evitou detalhar as conversas sobre vistos, limitando-se a afirmar que o trabalho conjunto continuará.
A situação carrega complexidade extra porque todos os jogos do Irã no Grupo G (ao lado de Bélgica, Nova Zelândia e Egito) serão disputados nos Estados Unidos, país que atravessa um período de fortes tensões com Teerã desde fevereiro. Enquanto isso, a seleção realizou em Teerã o lançamento do uniforme e segue para treinamentos na Turquia antes de se estabelecer em Tucson (Arizona) como base nos EUA.
O caso coloca a Fifa na posição de mediadora entre exigências de segurança dos países-sede e o princípio de participação universal. A falta de garantias consulares, corredores logísticos e prazos definidos expõe um risco institucional: sem soluções claras, a preparação da equipe e a própria imagem do torneio podem sofrer desgaste. A entidade terá de negociar com rapidez e transparência para evitar impacto esportivo e diplomático nas vésperas do Mundial.