A Federação Italiana de Futebol (FIGC) interrompeu as tratativas para anunciar Andrea Pirlo como novo treinador da seleção após a eliminação do país na Copa do Mundo 2026, segundo a imprensa local. A decisão, tomada pelo presidente Giovanni Malagò, busca avaliar o impacto do vínculo comercial do ex-meio-campista com uma casa de apostas russa que vem gerando críticas públicas.
O caso ganhou repercussão política: parlamentares e líderes públicos consideram problemático ter à frente da seleção uma figura associada a iniciativas que, dizem críticos, contribuiriam para normalizar a imagem do regime de Vladimir Putin. A cobrança chegou à imprensa por meio de declarações de autoridades citadas pelo jornal Gazzetta dello Sport, que qualificaram a escolha como um erro de imagem em meio à posição europeia contra a invasão da Ucrânia.
Pirlo atualmente treina o United FC, clube dos Emirados cujo proprietário, Sergey Lomakin, tem ligações com a mesma casa de apostas. A reportagem informa que Malagò pediu análise detalhada dos contratos antes de confirmar o novo técnico. O estafe de Pirlo sinalizou que ele poderia rescindir o compromisso com o clube e encerrar a parceria comercial, mas a FIGC quer garantias formais para evitar futuros constrangimentos.
Além do risco reputacional, a revisão do acordo expõe a federação a um dilema institucional: seguir com um nome popular entre torcedores, porém questionado no plano político, ou ampliar a busca por um treinador sem vínculos controversos. A queda precoce na Copa torna a escolha ainda mais sensível, porque qualquer erro de gestão será interpretado como falha dupla — técnica e administrativa — num momento de baixa confiança da torcida.