A final da Copa do Mundo 2026 foi decidida na prorrogação. Espanha e Argentina ficaram 0 a 0 nos 90 minutos e só na etapa extra saiu o gol que definiu o título: Ferran Torres, dentro da área, marcou aos 42 minutos do 2º tempo da prorrogação e garantiu o 1 a 0 para a seleção espanhola em Nova Jersey.
É a nona vez na história dos Mundiais que a decisão vai além do tempo regulamentar. Entre as finais recentes que não foram resolvidas nos 90 minutos estão 1994, 2006, 2010, 2014 e 2022 — e desta vez. Nem sempre a prorrogação leva a gol: apenas Espanha (2010, contra a Holanda) e Alemanha (2014, contra a Argentina) haviam vencido no tempo extra; outras, como 1994, 2006 e 2022, terminaram nos pênaltis.
No século XXI, esta é a quinta final que não se resolve em 90 minutos, um dado que realça a competitividade dos torneios recentes. Apenas Brasil (2002) e França (2018) conquistaram o título sem necessidade de prorrogação ou cobranças de pênaltis nesse período. A Argentina também sofreu um dado atípico: ficou sem finalizar no primeiro tempo de uma partida de Copa pela primeira vez.
Além do desfecho em campo, a final teve episódios fora dele: a presença de Ronaldo exibindo a taça em um camarote associado a Donald Trump provocou reação nas redes sociais. No aspecto esportivo, a decisão tardia reforça o caráter dramático e imprevisível das grandes finais e confirma como pequenos detalhes podem mudar o destino do título.