Horas antes do pontapé inicial entre Argentina e Espanha, o esquema de segurança no Estádio de Nova Jersey provocou filas que prejudicaram a rotina da cobertura jornalística. Profissionais relatavam espera desde o início da manhã, mais de cinco horas antes da partida, devido a revistas mais detalhadas em portões específicos destinados à imprensa.

Autoridades locais intensificaram a inspeção de bolsas e equipamentos, inclusive com uso de raio‑X e conferência manual, seguindo protocolo mais rigoroso do que o observado ao longo do torneio. A presença do ex‑presidente Donald Trump no estádio elevou o nível de atenção: o Serviço Secreto integrou a operação, segundo alertas distribuídos aos veículos.

Organizações de mídia foram orientadas a levar apenas o que consideravam essencial, em tentativa de agilizar a entrada. Ainda assim, a demora teve impacto prático: fotógrafos e repórteres chegaram a perder minutos preciosos de preparação e acesso a áreas técnicas, o que reduz a capacidade de cobertura em um evento de grande demanda editorial.

O episódio ressalta um custo operacional pouco explorado em grandes eventos esportivos quando há presença de autoridades com segurança reforçada: além do desconforto para profissionais, há risco de lacunas na cobertura e esforço extra das redações para recompor materiais. O jogo, transmitido ao vivo, seguiu conforme programado às 16h (horário de Brasília).