A gestão conjunta de Flamengo e Fluminense anunciou a contratação da empresa brasileira 30e para captação e organização de shows no Maracanã pelos próximos cinco anos, a partir de 2027. Segundo o acordo, a programação será pensada para não obrigar os clubes a transferir partidas para outros estádios, um ponto central da comunicação oficial.
O plano se apoia na ideia de aproveitar 'janelas' nas tabelas das competições para encaixar eventos musicais. Os dirigentes citam casos recentes como argumento: em outubro de 2025, o show do Sorriso Maroto no estádio não impediu o Fluminense de jogar diante do Juventude cinco dias depois. Em 2025 o Maracanã recebeu 73 partidas e shows pontuais; no início de 2026 houve evento de Henrique e Juliano durante período de férias dos clubes.
A viabilidade operacional passa pela preservação do gramado. Experiências em outros clubes mostram uso de pisos protetores e protocolos de manutenção, como já adotado em estádios do país. O novo CEO do Maracanã afirmou que a intenção é transformar o equipamento em um grande centro de entretenimento, diversificando o uso sem perder qualidade técnica do estádio.
Do ponto de vista prático e político, a promessa de nunca deslocar jogos é atraente, mas enfrenta risco real: calendários sobrecarregados, demandas por logística e a necessidade de investimento contínuo em manutenção. Se a programação de shows crescer sem transparência sobre custos e cronograma de recuperação do gramado, a iniciativa pode gerar desgaste com torcidas, federações e até impactos esportivos para Flamengo e Fluminense — ao mesmo tempo em que abre uma nova fonte de receita para ambos.