Flaco López virou nesta fase de mata-mata o último representante do Campeonato Brasileiro nas quartas de final da Copa do Mundo 2026. A queda da Colômbia diante da Suíça nos pênaltis deixou o atacante do Palmeiras como único jogador que atua no Brasileirão entre os oito times restantes, após a vitória dramática da Argentina sobre o Egito nas oitavas.
O número inicial chama atenção: o Mundial começou com 32 atletas vinculados a clubes do futebol brasileiro, um recorde histórico para competições da Copa. Antes, a marca máxima havia sido registrada em 1974, com 27 jogadores vindos do Brasil. A presença expressiva de nomes do Brasileirão no sorteio de seleções mostrou a capacidade de atração da liga, mas a queda precoce de muitos desses atletas reduz agora a influência direta do campeonato nas fases decisivas.
Do total de convocados que defendem clubes brasileiros, Brasil, Paraguai e Uruguai foram as seleções com maior número de representantes — sete cada — seguido pelo Equador, com cinco. A Colômbia entrou com quatro jogadores, mas todos foram eliminados antes das quartas. Argentina e Holanda tiveram apenas um atleta cada vindo do futebol nacional, e agora a Argentina mantém Flaco López como seu remanescente.
O recuo para um único nome nas quartas reforça duas leituras: por um lado, confirma a amplitude do Brasileirão como mercado de atletas procurados por seleções sul-americanas; por outro, expõe a fragilidade da presença desses jogadores nas etapas finais do Mundial. Resta ao torcedor e aos clubes observar como a exposição internacional deste número recorde de convocados se transforma, ou não, em protagonismo nas fases decisivas.