O Flamengo derrotou o Atlético-MG por 3 a 2 nesta segunda-feira, no Maracanã, e manteve a liderança do Brasileirão com 70 pontos. Jogadores e comissão encararam a partida como um ponto de inflexão: para Arrascaeta, a vitória teve caráter de resposta ao torcedor depois da eliminação da Libertadores na semana anterior.
O confronto teve alternância no placar. Bernard abriu para o Atlético-MG no primeiro tempo; o Flamengo respondeu ainda na etapa inicial e conseguiu colocar-se à frente com gols que inverteram o marcador. No segundo tempo o empate voltou a aparecer, e a definição veio somente nos acréscimos, quando Leó Pereira sofreu pênalti convertido por Carrascal.
Com o calendário aliviado — fora das copas, o Brasileirão é agora o foco exclusivo — a equipe dirigida por Leonardo Jardim precisa transformar a sequência de resultados em consistência. O próximo compromisso é o clássico contra o Vasco, quinta-feira no Nilton Santos, com público dividido, partida que já ganha contornos de teste para a manutenção da liderança.
Do ponto de vista esportivo, a virada reforça a capacidade de reação do grupo e dá alento à torcida, mas o placar apertado e a necessidade de um pênalti nos acréscimos deixam clara a margem de melhora. O triunfo compra confiança, mas também expõe áreas a ajustar se o Flamengo quiser sustentar a perseguição ao título até o final.