No Maracanã, sob público superior a 55 mil pessoas, o Flamengo confirmou superioridade técnica e tática e derrotou o Independiente Medellín por 4 a 1. A vitória veio com futebol de alto padrão em vários momentos, aproveitando a qualidade dos jogadores no meio-campo e da criatividade ofensiva comandada por Arrascaeta.
A leitura de Leonardo Jardim foi dupla: por um lado, rotacionou a equipe para envolver o elenco e dar ritmo de competição a jogadores de qualidade; por outro, tomou decisões questionáveis, como manter Pedro no banco — opção que só se justificaria por orientação médica ou risco físico não divulgado. Lucas Paquetá atuou solto como segundo volante, enquanto Evertton Araújo cumpriu função de primeiro volante com intensidade e organização.
Houve fases em que o Flamengo poderia ter ampliado ainda mais o placar, tamanha a superioridade, e outras em que erros individuais deixaram brechas ao adversário. Carrascal voltou a mostrar o contraste entre talento e desconcentração, alternando lampejos de alto nível com falhas que custam posicionamento. Saúl, recuperado de lesão, reapareceu no banco como peça a ser dosada no retorno.
O resultado reforça a ideia de um elenco profundo — há pelo menos vinte jogadores com condição de disputar vaga de titular — e faz do Flamengo candidato em todas as competições que disputar nesta temporada. Ainda assim, a equipe precisa reduzir a oscilação de foco e afinar decisões técnicas para transformar potencial em regularidade e evitar surpresas em fases decisivas.