O presidente do Flamengo, Bap, esteve no SP Innovation Week, no Pacaembu, e voltou a explicar a opção por trocar o comandante após o ano que o clube viveu em 2025. Segundo o dirigente, a decisão veio da convicção de que o time perderia o Carioca para o Fluminense e da necessidade de obter mais rendimento. Ele ressaltou que, fora o técnico, estruturas como elenco, diretoria e departamento permaneceram as mesmas, e que Leonardo Jardim tem conseguido extrair mais do grupo.

No evento, Bap não poupou demonstrações de rigor: disse que demitiria até um filho se fosse preciso e criticou a cultura da 'coitadização' ao defender medidas duras para buscar resultado. A ambição declarada é rara: Libertadores, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil — a tal tríplice coroa que nenhum clube chegou a conquistar. O presidente também elogiou a gestão de minutos e a rotatividade implementada por Jardim, afirmando que a rotação “nunca foi tão bem feita”.

No campo da prática, o Flamengo vive fase decisiva: líder do grupo na Libertadores, vice-líder do Brasileirão — quatro pontos atrás do Palmeiras — e com vaga em disputa na Copa do Brasil. Nesta quinta, o clube visita o Vitória, no Barradão, pela 5ª fase da competição. Com a vitória por 2 a 1 no Maracanã na partida de ida, o Rubro-Negro leva vantagem e pode confirmar a classificação com um empate.

A fala de Bap expõe uma direção disposta a custos políticos e esportivos pela busca de resultados imediatos. A mudança de técnico, celebrada pelo presidente, começa a ganhar amostras de efeito, mas a sequência de jogos e o teste no Barradão serão medida concreta da profundidade do elenco e da eficácia da rotação. Caso o desempenho não se sustente, a decisão pode virar ponto de questionamento sobre riscos e legitimidade da intervenção.