Um levantamento desta temporada mostra que a bola aérea virou um ponto crítico para o Flamengo: 11 dos 25 gols sofridos em 2026 (44%) saíram de cabeceios, escanteios ou tabelas pelo alto. O cálculo não considera partidas em que o time alinhou a equipe sub-20 no Campeonato Carioca, antes da volta dos titulares.

A questão ficou ainda mais evidente no empate por 2 a 2 com o Vasco, quando os dois gols do rival foram de cabeça. O técnico vascaíno disse que a equipe havia treinado especificamente a exploração de cruzamentos e escanteios contra o Fla, e a estratégia se mostrou eficaz diante da desatenção defensiva rubro-negra.

Os episódios se repetiram ao longo do ano: adversários como Fluminense, São Paulo, Corinthians, Botafogo, Lanús, Bragantino, Vitória e Estudiantes marcaram gols pelo alto em jogos decisivos — em competições que vão da Supercopa à Libertadores e ao Brasileirão. A tendência apareceu sob dois comandos: seis desses gols foram sofridos na gestão de Filipe Luís e cinco com Leonardo Jardim.

A recorrência expõe uma vulnerabilidade tática que rivais já identificaram e aproveitam. Para o Flamengo, a prioridade passa a ser ajustar marcação em bolas paradas, coordenação entre linha defensiva e goleiro e preparo físico para disputas no alto. Se não houver correção rápida, o problema pode custar pontos e complicar as ambições do clube nas competições nacionais e internacionais.