A goleada por 5 a 1 sobre o Mirassol reforçou o momento de reação do Flamengo em um calendário decisivo. Além da dimensão do placar, o que interessa politicamente ao clube é que a equipe depende apenas de si na briga pelo título: está a três pontos do Palmeiras, com um jogo a menos e confronto direto reservado para as rodadas finais. O saldo de gols favorece os cariocas e a vitória traz fôlego anímico e esportivo na reta que decide a temporada.
Leonardo Jardim foi a campo com seis mudanças em relação ao time que empatou com o Cruzeiro, sinalizando que manterá o rodízio mesmo com Libertadores e disputa do Brasileiro em paralelo. As alterações — entre elas a presença de Paquetá como segundo volante e Carrascal no lugar de Arrascaeta — surtiram efeito, especialmente no setor ofensivo. O rodízio passou a ser uma alternativa tática, mais do que uma incógnita, ao demonstrar profundidade de elenco.
O primeiro tempo teve pressão alta e transições rápidas; Paquetá deu volume, o lado direito funcionou e Carrascal, que vinha em má fase, teve noite quase perfeita: abriu o placar e participou das principais jogadas. Luiz Araújo reapareceu bem depois de lesão e voltou a acrescentar velocidade. Houve ainda reclamação com um puxão em Carrascal aos 49 minutos que o árbitro penalizou apenas com amarelo, situação que irritou a delegação rubro-negra.
No segundo tempo, um gol coletivo cedo abriu o caminho para a goleada, já que o Mirassol precisou se expor e deixou espaços que o Fla soube explorar. Jardim fez novas mudanças para manter o ritmo e proteger a vantagem. A leitura do treinador — de uniformizar conceitos e usar a estrutura do elenco — parece dar retorno neste momento. Resta transformar a boa atuação em sequência: o clube volta ao Maracanã na próxima semana para a decisão da Libertadores, e chega lá com confiança, mas sem margem para complacência.